Páginas da vida.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Apesar de tudo - Parte 5

Foi então que na manhã seguinte, eu levantei. Encontrei Carlos na cozinha, ele havia feito um café amargo, talvez aquele cafézinho estava de acordo com o seu coração...  Então peguei uma xícara do mesmo para mim, e sentei ao seu lado. Ele me encarou durante segundos, e eu me assustei. Ele então perguntou se poderia morar naquela casa por uns tempos. Eu balancei a cabeça que sim. E perguntei se ele amava mesmo a minha mãe. Ele balançou a cabeça com positividade e vi uma lágrima caindo sobre seus olhos. Eu então me senti péssima ao ver aquela cena, porque até então eu tinha uma imagem diferente do Carlos, para mim ele era durão, forte e de ferro assim como o meu pai, porém, no fundo ele era indefeso e sensível. E eu estava diante das emoções dele, me sentindo a menina mais idiota por não saber o que fazer. Foi então que ele segurou as minhas mãos e disse para que eu me cuidasse, porque ele já não tinha forças para me ajudar, eu olhei para ele e sorri, e disse que eu tinha toda a força do mundo para me ajudar e ajudar ele também, se caso precisasse.
Então, levantei-me e dei um beijo em seu rosto. Fui diretamente para o meu quarto, deitei em minha cama, e a solidão me pegou. Eu chorava como uma criança querendo um colo. Foi então que o Carlos entrou em meu quarto e me pegou de surpresa, eu olhei rapidamente e limpei meus olhos, foi quando ele pediu para se aproximar, e eu disse para ele sentar ao meu lado. Ele observava minhas lágrimas querendo sair, e de repente me abraçou fortemente. Eu queria chorar cada vez mais. Aquele foi o abraço mais forte e seguro de todos os meus longos 20 anos ( além dos abraços que os meus pais ofereciam). Ele lançou um beijo de carinho em minha testa e disse que estaria comigo, para enfrentar todas as situações. Eu sorri e agradeci.
Então, ele saiu para trabalhar, já estava atrasado demais. Despediu de mim e foi. Ele tinha um carro e uma ótima vida financeira. Eu então fui cuidar da casa, ofereci uma limpeza total para harmonizar o ambiente, sem entrar no quarto dos meus falecidos pais. Logo depois a campanhia tocou. Quando vi era um homem entregando um buquê de rosas para mim. Com um bilhete que dizia:
- “ Desculpe-me pelo meu único erro. Eu me apaixonei facilmente por você, e tenho certeza de que você nunca vai me perdoar por isso, nem tão pouco aceitar esse amor. Eu te amo minha linda, mesmo você não sabendo sobre a existência desse amor... “
Analisei todo o presente, mais não achei quem mandou. Que estranho! Um presente? Rosas? Palavras bonitas? Pra mim? Quem mandou? Será um amigo de infância, ou um amigo de escola? Muito estranho.
Quando foi chegando o fim da tarde, Carlos voltou do serviço questionando sobre as flores, eu disse que mandaram mais não sabia quem foi. Ele sorriu fraco e foi para o seu quarto. Eu então comecei a refletir sobre o presente, sem entender absolutamente nada...

3 comentários:

dear sarah disse...

To curiosa pra saber quem enviou as flores, teria sido Carlos?

Andressa Keka disse...

:O
tem que ser o Carlos!
hsuahshhsausausas

Thamires Diniz disse...

tem um selo para você no meu blog:
http://umahistoriasugestiva.blogspot.com/p/selo.html